quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

VIOLÊNCIA DOMÉSTICA CONTRA MULHER.

ROMPENDO A BARREIRA DO SILÊNCIO



Violência Contra Mulher é muito mais que dor física é a dor da alma. Diariamente mulheres são agredidas por seus companheiros de maneira fria e cruel. É preciso se conscientizar e  dar um basta livrando -se desse ciclo que pode resultar em morte.

Entenda um pouco mais sobre o assunto identificando os diferentes tipos de violência, suas consequências e as maiores dificuldades encontradas para romper com o agressor:


A violência física acontece quando há uma ação destinada a causar dano físico à outra pessoa.

A violência psicológica é toda ação ou omissão destinada a produzir dano psicológico ou sofrimento moral à outra pessoa como sentimentos de ansiedade, insegurança, frustração, medo, humilhação e perda da auto-estima fazendo com que essas se somatizem causando muitas vezes danos à saúde, algumas delas irreparáveis.


A violência sexual é todo ato no qual uma pessoa que está em posição de poder obriga outra a realizar atos sexuais contra sua vontade, por meio de chantagem ou força física.


Violência moral é quando ocorre calúnia ou difamação.


Violência patrimonial é quando o agressor retém o dinheiro ou outros bens destrói objetos, documentos ou instrumentos de trabalho entre outros.


A palavra violência foi incorporada no cotidiano de todos nós, e é de fato, um problema social e de saúde pública assim como uma violação dos direitos humanos.

O alcoolismo, o uso de drogas, o desemprego, problemas psicológicos e psiquiátricos, ciúmes, traição, provocação, todos esses são motivos alegados por homens que agridem suas parceiras. Podemos compreender todas essas alegações como fatores que precipitam a violência, mas nunca como causa.
Na maioria das violências, os agressores são homens. Cônjuge e/ou ex cônjuge da vitima. Não existem provações que ocorram patologias psiquiátricas em todos os agressores, entretanto, considera-se válido, que os agressores quase sempre apresentam comportamentos de transtorno anti-social da personalidade,transtorno explosivo da personalidade (emocionalmente instável), dependente químicos e alcoolistas,embriaguês patológica,transtornos histéricos (histriônicos), paranóia e ciúme patológico.
É muito difícil para uma mulher em situação de violência doméstica romper definitivamente a relação com o agressor. Muitas mulheres demoram anos até conseguirem denunciar, e é comum que consiga realmente se libertar somente após várias tentativas e poucas conseguem sem algum tipo de ajuda.
Embora seja maltratada por seu companheiro a mulher passa a ter uma grande dependência afetiva.



As principais dificuldades encontradas são:

 Baixa auto – estima – geralmente o agressor faz com que essas mulheres se sintam feias, gordas, “burras” ou tantos outros adjetivos que ponha na mulher sentimentos de inferioridade. Muitas delas sentem-se tão desvalorizadas que não acreditam que conseguirão sair da relação violenta. Não se imaginam capazes de promover tamanha mudança em suas vidas e nem consideram que mereçam ser tratada com carinho e respeito. É um estado perigoso,pois faz com que essa mulher se isole, dificultando assim o processo de ajuda.


· Isolamento – uma das características marcantes das relações conjugais violentas é o isolamento das mulheres.


· Medo – grande numero de mulheres que são assassinadas pelos maridos morrem justamente quando estão rompendo a relação com o agressor.


· A “Síndrome de Estocolmo” – esta síndrome foi observada em situações de sequestro quando as vitimas se apaixonam por seus sequestradores e passaram a segui-los e defende-los. Algumas situações de extrema violência doméstica podem ser comparadas ao sequestro; mulheres que vivem praticamente em cárcere privado, tamanho o isolamento social, dependem dos maridos para absolutamente tudo.


· Esperança de que o marido mude de comportamento – O homem violento é o mesmo homem com quem a mulher fez planos de uma vida feliz, com quem ela teve filhos, com quem ela tem (ou teve) momentos de prazer e alegria.


A Mulher em situação de violência domestica e as manifestações clínicas e psicopatológicas:



A manifestação clínica da violência podem ser agudas ou cronicas, físicas, mentais ou sociais. Lesões físicas agudas (inflamações, contusões, hematomas em varias partes do corpo), em geral, são consequências de agressões causadas por uso de armas, socos, pontapés, tentativa de estrangulamentos, queimaduras, sacudidelas. Em alguns casos, podem provocar fraturas dos ossos da face, costelas, mãos, braços e pernas além de comprometerem o psicológico a exemplo disto são mulheres que foram queimadas ou mutiladas que são obrigadas a conviver a permanentemente com esta terrível lembrança.

A mulher que convive ou que já conviveu com esta situação pode apresentar alguns dos sintomas psicossomáticos como, insônia, pesadelos, falta de concentração e irritabilidade, caracterizando-se, nestes casos, a ocorrência de estresse pós - traumático. Os efeitos sobre a saúde podem ser prolongados e crônicos, podendo ser evitados mediante tratamento e apoio apropriado, tanto profissional, como pela família e amigos.

Alterações psicológicas podem ser decorrentes do trauma, entre eles o estado de choque que ocorre  a agressão, podendo durar varias horas ou dias. Outro sintoma frequente é a crise de pânico, que pode repetir-se por longos períodos comprometendo sua saúde mental. Ansiedade, medo e confusão, fobias, insônia, pesadelos, auto-reprovação, sentimentos de inferioridade, fracasso, insegurança ou culpa, baixa auto-estima, comportamento auto destrutivo- como uso de álcool e drogas, depressão, tentativas de suicídio e sua consumação.

Dentre os quadros orgânicos resultantes, encontram-se lesões, obesidade, síndrome de dor cronica gastrintestinais, fibromialgia, fumo, invalidez, distúrbios ginecológicos, aborto espontâneo.





Mais que o corpo, a violência machuca a 

alma,

destrói sonhos e acaba com a dignidade da mulher.

Não se permita! Você pode dar um basta!

*Caso você sofra qualquer tipo de violência, procure ajuda de um psicanalista.





Dra Lekissandra Gianis - Psicanalista / Hipnoterapeuta (21) 96438 8027 (Whatsapp)

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Pseudolalia

Pseudolalia é o ato de mentir compulsivamente, tornando-se um vício. Um mecanismo de defesa acionado na recusa do real, onde a dificuldade de aceitação a própria realidade. Existem pessoas que chegam ao ponto de não saber mais o que é a verdade. A prática freqüente de viver uma situação imaginária pode ser o resultado de uma profunda insegurança emocional, além de traumas de infância. Pode conduzir a graves distúrbios de personalidade, podendo perder-se dentro de si mesmo e viver num mundo real criado imaginariamente, comportando-se de uma forma que dificulta o contato humano. Procure ajuda profissional! Dra Lekissandra Gianis - Psicanalista/ Hipnoterapeuta -( 21) 96438-8027

domingo, 29 de junho de 2014

OBESIDADE - A VONTADE DE COMER NÃO ESTÁ NO ESTÔMAGO, ESTÁ NO CÉREBRO!

Se você passa ou conhece alguém nessas condições, não deixe de ler esse artigo:
Quanto tempo está tentando emagrecer?
Quantas dietas já tentou?
Já passou pelo efeito sanfona emagrece-engorda?
Quantas vezes começou com entusiasmo e alegria sua dieta para depois ficar decepcionada e deprimida por não conseguir manter-se magra ou magro?

A obesidade está se configurando o mal do século.  Uma doença crônica, associada à redução da qualidade de vida, trazendo várias complicações, como apnéia do sono, diabetes, hipertensão arterial, doenças coronarianas, cálculos biliares, elevação do colesterol, doenças articulares degenerativas e alguns cânceres, dentre outros Nas últimas décadas, tem se tornado um dos problemas mais graves de saúde pública, comprometendo tanto países desenvolvidos quanto aqueles em processo de desenvolvimento. Nunca se falou tão obsessivamente em fórmulas de emagrecimento, dietas milagrosas, ginásticas definitivas e cirurgias plásticas na história da humanidade. A pauta está presente nos consultórios, na rua, na mídia e nas reuniões familiares. O excesso de peso tem sido tratado como doença ao mesmo tempo em que a mídia exibe corpos esculturais magros. Reais ou não, essas imagens olímpicas instalam nas pessoas comuns - estejam elas ou não acima do peso - vários tipos de insegurança e depressão. A grande questão é que as mulheres da nossa sociedade são bombardeadas todos os dias com uma programação que oprime. Criam-se modelos inalcançáveis de beleza, projetados muitas vezes com photoshop. Todas as revistas famosas são editadas com o Adobe. A QUESTÃO corporal é um pilar importantíssimo da sua vida. Afeta a auto-estima, relacionamentos, carreira, etc. Fórmulas para emagrecer, regimes e dietas, funcionam por um período. É importante descobrir a causa que pode estar no inconsciente e tratar com eficácia.

Modificar a maneira de pensar é estratégico não só para emagrecer, mas para manter o peso desejado. Para que as transformações físicas e fisiológicas aconteçam de maneira definitiva, é necessário fazer uma reprogramação mental...
Procure um Psicanalista.


 Dra Lekissandra Gianis - Psicanalista / Hipnoterapeuta (21) 96438 8027 (Whatsapp)

domingo, 1 de junho de 2014

Terapia com Hipnose


Hipnose, o que é?

A Hipnose é um fenômeno neurofisiológico.  Um estado de transe caracterizado por extrema influência externarelaxamento e imaginação elevada

Hipnoterapeuta é capaz de hipnotizar qualquer pessoa?

Naturalmente o hipnoterapeuta deve ter o devido conhecimento e a força mental necessária à concentração no momento certo, mas isso não é suficiente, para que o paciente entre em estado de hipnose existe a necessidade de um campo de interação e confiança, denominado "rapport", além da pessoa se permitir.

A Hipnose é prejudicial à saúde?

Desde que utilizada por profissionais, a hipnose não causa danos.

A pessoa pode não voltar do transe?

Não é possível ficar preso ao transe. O transe profundo leva ao sono terapêutico que, como qualquer sono fisiológico, dura até o momento de acordar, natural a cada indivíduo.

A pessoa fica inconsciente em transe?

Normalmente o paciente mantém o seu estado consciente, apenas com a atenção focalizada, onde o sensor crítico da mente é aberto (racional) ou simplesmente afastado temporariamente, razão de poder se resgatar informações de memória (consciente e inconsciente), somente desta forma podemos trabalhar os mecanismos terapêuticos, indo até os pontos vitais de um problema, tanto de ordem física como psíquica. Ao aprofundar o transe, pode haver o desligamento da atenção vigilante. Apenas no transe profundo ocorre a amnésia total (inconsciente), tudo depende do nível de ansiedade em que o paciente conseguiu chegar durante a sessão, nota-se que a cada sessão, dependendo do terapeuta e da técnica empregada, o aprofundamento ao transe é cada vez maior e os níveis de consciência são cada vez 
menores.

Hipnose é terapia?

 A hipnose em si não é uma terapia e sim um instrumento, uma técnica, uma ferramenta para se atingir o estado de sono terapêutico, que vai do transe lento ao instantâneo.

Regressão e Hipnose:

Pode ocorrer a regressão de memória quando a pessoa entra em estado hipnótico, o objetivo é localizar os registros mentais traumáticos que podem ser vivenciados, psicossomáticos ou subliminares, que foram incorporados no psiquismo em algum momento da vida. Buscando curar traumas, dentre outros...


Para que serve?

• Depressão
• Traumas
• Vícios
• Sintomas de stress e nervosismo
• Enxaqueca
• Controle de dor
• Transtornos fobias e síndromes
• Medos / Timidez
• Disfunções sexuais (masculina ou feminina)
• Emagrecimento (balão hipnótico)
• Tabagismo
• Síndrome do Pânico
• Tensão Pré-Menstrual
• Insônia
• Ansiedade, dentre outros...

Como funciona?
O primeiro passo é agendar a consulta, onde será realizada a Anamnese. A partir daí será desenvolvida a técnica, dentro das necessidades do paciente.

Dra Lekissandra Gianis - Psicanalista / Hipnoterapeuta (21) 96438 8027 (Whatsapp)




Sem saúde mental, não existe saúde física!

domingo, 16 de fevereiro de 2014

Família e Escola uma parceria que faz acontecer!‏


A participação da família na vida escolar de seus filhos é muito mais que pensar no educando enquanto aluno, é formar cidadãos de bem, preparando-os para a vida.
É na família que a criança encontra conforto, carinho, segurança e proteção.
A infância é uma fase importante na formação do caráter do ser humano. Todas as ações da criança são experiências práticas cujos resultados formarão a personalidade da pessoa. Pois sua aprendizagem inicial se faz fundamentalmente através da imitação no que vê. 

Algumas dicas para melhorar o aprendizado do seu filho: 
Não deixe para ir à escola somente quando aparece um problema;
Crie um vínculo de comunicação; (pergunte como foi o dia, o que aconteceu...)
Acompanhe os deveres de casa;
Estabeleça uma rotina; (Não deixe a criança estudar na última hora)
Organize um espaço para os estudos; ( silencioso e arejado)
Estimule a leitura;
Respeite e valorize as ideias de seu filho;
Relacione o que acontece na escola ao que acontece em família;
Se interessar ao seu filho, organize grupos de estudo;
Participe desde a educação infantil, levando adiante todo o processo escolar.

A parceria da família com a escola sempre será fundamental para o sucesso da educação de todo indivíduo. Portanto, pais e educadores necessitam ser grandes e fiéis companheiros nessa nobre caminhada da formação educacional.
Já foi percebido por muitos professores que alunos que apresentam problemas de comportamento e agressão não têm amor, carinho, atenção dos pais... Se os pais dessas crianças não mudarem, poderão ter sérios problemas, pois essas crianças acabam buscando refúgio em más companhias e muitas vezes até nas drogas...

Pessoas saudáveis educam crianças saudáveis. Converse 

com seu filho. O diálogo é a melhor maneira de educar. A 

família precisa estabelecer uma relação de parceria com a 

escola, colaborando para o aprendizado e amadurecimento 

da criança / adolescente. Trabalhando juntas, essas duas 

instituições são capazes de superar qualquer dificuldade.


Dra Lekissandra Gianis - Psicanalista / Hipnoterapeuta (21) 96438 8027 (Whatsapp)

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Bulimia Fique atento aos sintomas!



A Bulimia Nervosa é um Transtorno Alimentar que se caracteriza pela ingestão de grandes quantidades de alimentos, seguidos por métodos compensatórios, tais como vômitos autoinduzidos, uso de laxantes e/ou diuréticos e prática de exercícios exagerados como forma de evitar o ganho de peso pelo medo exacerbado de engordar.
Diferentemente da anorexia nervosa, na bulimia pode não haver perda de peso, e assim médicos e familiares têm dificuldade de detectar o problema. A doença ocorre mais frequentemente em mulheres jovens, principalmente em adolescentes, embora possa ocorrer, raramente , em homens e mulheres com mais idade.


Sintomas da Bulimia: 

Ingestão compulsiva e exagerada de alimentos.
Vômitos autoinduzidos, uso de laxantes e diuréticos para evitar ganho de peso.
Alimentação excessiva, sem aumento proporcional do peso corporal.
Depressão, comer em segredo ou escondido dos outros.
Obsessão por exercícios físicos. 


Consequências: 

Inflamação na garganta (inflamação do tecido que reveste o esôfago pelos efeitos do vômito).
Face inchada e dolorida (inflamação nas glândulas salivares).
Cáries e lesão sobre o esmalte dentário. Desidratação.
Desequilíbrio eletrolítico.
Vômitos com sangue.
Dores musculares e câimbras.

Quais são as causas:

Assim como na anorexia, a bulimia nervosa é uma síndrome multideterminada por uma mescla de fatores biológicos, psicológicos, familiares e culturais. A ênfase cultural na aparência física pode ter um papel importante. Problemas familiares, baixa autoestima e conflitos de identidade também são fatores envolvidos no desencadeamento desses quadro. A fobia de engordar é o sentimento motivador de todo o quadro. Esses episódios de comer compulsivo, seguidos de métodos compensatórios, podem permanecer escondidos da família por muito tempo.
Pessoas com bulimia têm vergonha de seus sintomas, portanto, evitam comer em público e evitam lugares como praias e piscinas onde precisam mostrar o corpo. À medida que a doença se desenvolvolve, essas pessoas só se interessam por assuntos relacionados à comida, peso e forma corporal.


Como se tratar:


A abordagem multidisciplinar é a mais adequada no tratamento da bulimia nervosa, e inclui psicoterapia individual ou em grupo, farmacoterapia e abordagem nutricional em nível ambulatorial.

As medicações antidepressivas também têm se mostrado eficazes no controle dos episódios bulímicos.

A abordagem nutricional visa estabelecer um hábito alimentar mais saudável, eliminando o ciclo "compulsão alimentar/purgação/jejum".
A orientação e/ou terapia familiar faz-se necessária uma vez que a família desempenha um papel muito importante na recuperação do paciente.

Como previnir:


Uma diminuição na ênfase da aparência física, tanto no aspecto cultural como familiar, pode eventualmente reduzir a incidência desses quadros. É importante fornecer informações a respeito dos riscos de regimes rigorosos para obtenção de uma silhueta "ideal", já que eles desempenham um papel fundamental no desencadeamento dos transtornos alimentares.

Cuide de sua saúde, sua vida vale muito!
Dra Lekissandra Gianis - Psicanalista / Hipnoterapeuta (21) 96438 8027 (Whatsapp)



terça-feira, 27 de agosto de 2013

FAMÍLIA E MODERNIDADE

Em tempos modernos a sociedade passa por grandes transformações políticas, econômicas, sociais, culturais, científicas e tecnológicas. Transformações estas que afetam o ser humano e repercutem na instituição mais importante, a família.
Algumas décadas atrás, o pai era o provedor do lar e a mãe responsável pelos afazeres domésticos e educação dos filhos.
Atualmente esses padrões não são mais seguidos, onde temos diversos modos de famílias coexistindo, cada uma exercendo suas próprias características. A mulher é mãe, esposa, profissional, em muitos casos sendo a única provedora do lar. O pai por sua vez, está mais atuante na educação dos filhos, promovendo positivamente o diálogo e decisões conjuntas. Os filhos são deixados em creches, escolas, ou aos cuidados de outras pessoas durante o período que os pais estão trabalhando.
 Quando estão em seus lares, a tecnologia cada vez mais presente envolve cada membro da família. Onde o computador, a televisão, o telefone e outros recursos são utilizados para buscar uma conexão com o mundo externo. E neste contexto, a família perde vínculos enfraquecendo sua convivência.
Mesmo na vida moderna, é possível estabelecer uma relação harmoniosa e com laços fortalecidos. Ainda que o tempo disponível seja pequeno, mas que sejam marcados pela alegria, pelo diálogo, pela troca de carinho e respeito mútuo, sem culpa e cobranças.
Aproveite a positividade tecnológica e utilize para valorizar as pessoas que você ama. Sejam através de um telefonema para dizer que está com saudade, o envio de uma mensagem de carinho pelo celular, recados em redes sociais, etc. Essas atitudes levam apenas alguns minutos e representam muito para quem as recebe.
Mantenha uma refeição diária juntos, organize um programa de final de semana em família, demonstre real interesse pela vida de cada membro familiar. Oriente e colabore em suas dificuldades.

 A família tem a grande responsabilidade de formar bons cidadãos, preparando-os para conviver harmoniosamente em sociedade, seja com amigos, no trabalho, nos relacionamentos amorosos e nas famílias que venham a constituir. É na relação familiar que aprendemos desde cedo a conviver, respeitando regras e limites que nos preparam para a convivência em sociedade. Crianças aprendem com os adultos, que para elas são sempre referência. Pois sua aprendizagem inicial se faz fundamentalmente através da imitação do que vê. Fale de Deus, valorize coisas simples e lembre-se muitas vezes os pais mais pobres são os que deixam a seus filhos a herança mais rica.

                 
Dra Lekissandra Gianis - Psicanalista / Hipnoterapeuta (21) 96438 8027 (Whatsapp)

sábado, 6 de abril de 2013

Precisa-se de um amante!

Vale a pena ler até o final...
concordo com o colega e confesso que também indico aos meus pacientes.

Precisa-se de um amante!

Muitas pessoas têm um amante e outras gostariam de ter um. Há também as que não têm, e as que tinham e perderam.

Geralmente são estas últimas as que vêm ao meu consultório para me contar que estão tristes ou que apresentam sintomas típicos de insônia, apatia, pessimismo, crises de choro ou as mais diversas dores.

Elas me contam que suas vidas transcorrem monotonamente e sem perspectivas, que trabalham apenas para sobreviver e que não sabem como ocupar seu tempo livre. Enfim, são várias as maneiras que elas encontram de dizer que estão simplesmente perdendo a esperança.

Antes de me contarem tudo isto, elas já haviam visitado outros consultórios, onde receberam as condolências de um diagnóstico firme: “Depressão”, além da inevitável receita do antidepressivo do momento. Assim, após escutá-las atentamente, eu lhes digo que elas não precisam de nenhum antidepressivo; digo-lhes que elas precisam de um AMANTE!

É impressionante ver a expressão dos olhos delas ao receberem meu veredito! Há as que pensam: “Como é possível que um profissional se atreva a sugerir uma coisa dessas?” E há também as que, chocadas e escandalizadas, se despedem e não voltam nunca mais.

Àquelas, porém, que decidem ficar e não fogem horrorizadas com o meu conselho, eu explico o seguinte: amante é “aquilo que nos apaixona”. É o que toma conta do nosso pensamento antes de pegarmos no sono e é também aquilo que, às vezes, nos impede de dormir.

O nosso amante é aquilo que nos mantém distraídos em relação ao que acontece à nossa volta. É o que nos mostra o sentido e a motivação da vida. Às vezes, encontramos o nosso amante em nosso parceiro, outras, em alguém que não é nosso parceiro, mas que nos desperta as maiores paixões e sensações indescritíveis.

Também podemos encontrá-lo na pesquisa científica ou na literatura, na música, na política, no esporte, no trabalho, quando é vocacional, na necessidade de transcender espiritualmente, na boa mesa, no estudo ou no prazer obsessivo do passatempo predileto. Enfim, é “alguém” ou “algo” que nos faz “namorar” a vida e nos afasta do triste destino de “durar”.

Mas, afinal, o que é “durar”?

Durar é ter medo de viver. É o vigiar a forma como os outros vivem; é o se deixar dominar pela pressão; perambular por consultórios médicos; tomar remédios multicoloridos; afastar-se do que é gratificante; observar, decepcionado, cada ruga nova que o espelho mostra; é a preocupação com o calor ou com o frio, com a umidade, com o sol ou com a chuva. Durar é adiar a possibilidade de desfrutar o hoje, fingindo contentar-se com a incerta e frágil sugestão de que talvez possamos fazer amanhã.

Por favor, não se empenhe em “durar”. Procure um amante, seja também um amante e um protagonista da vida! Pense que o trágico não é morrer; afinal a morte tem boa memória e nunca se esqueceu de ninguém. O trágico é não se animar a viver; enquanto isso, e sem mais delongas, procure um amante…


“Para estar satisfeito, ativo e sentir-se feliz, é preciso namorar a vida.”

Dr. Jorge Bucay, psicólogo, psiquiatra e psicoterapeuta argentino.
Dra Lekissandra Gianis - Psicanalista / Hipnoterapeuta (21) 96438 8027 (Whatsapp)

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Dominação masculina, um comportamento aprendido.

   Homens são, desde a infância, incentivados a desenvolver atitudes competitivas, agressivas e a demonstrar poder através da força física. Eles aprendem que tem o direito de controlar e mandar nas mulheres. As violências físicas, psicológicas e sexuais podem ser entendidas, portanto, como um recurso extremo para manter as mulheres” em seu lugar” de inferioridade e submissão.  Trata-se de um padrão de comportamento aprendido e, de várias formas, endossado pela sociedade. Não é, de forma alguma, uma patologia individual, mas uma licença social.
    Embora todos os homens e mulheres em nossa cultura passem basicamente pela mesma formação, não são todos os que desenvolvem relações conjugais violentas. Isso vai variar de acordo com alguns outros fatores ao longo da vida de cada um, alguns estudos mostram, por exemplo, que homens que sofreram violência física na infância e na adolescência e os que testemunharam a violência entre seus pais são mais propensos a agredirem suas parceiras. Eles aprenderam ser essa a forma adequada para resolver conflitos, e consideram que a violência é aceitável nas relações afetivas, como parte da educação, da demonstração de cuidado e de amor.
         A violência tem inicio na tenra infância, quando os pais dão aos meninos espadas, revolveres de brinquedo,  lançadores de Mísseis e videogames em que o objetivo é vencer matando. Isso prossegue na adolescência e a vida adulta , através de livro e músicas, filmes, desenhos animados e programas de TV que idealizam o herói como guerreiro/conquistador.  As mulheres colaboram ativamente nesse processo, quando as mães chamam seus filhos de “marica” (isto é fracos) quando choram, e quando as meninas ridicularizam os meninos sensíveis, chamando-os de “fracotes”, dizendo preferir os durões e valentes  em alguns casos, até mesmo valorizando os homens que batem em mulheres, como sendo uma maneira de expressar seu “amor”. 


    A responsabilidade pela violência cometida é de cada homem agressor. É importante a compreensão dos diversos fatores que levam um homem a ser violento para desnaturalizar a violência, jamais para justificá-la.  Os diferentes tipos de violência podem estar relacionados ao fato de ter sofrido rejeição, negligencia ou castigos físicos duros por parte dos pais deixando a criança em maior risco de adotar um comportamento agressivo e anti-social, incluindo comportamento abusivo quando adulto. As crianças correm maior risco de serem agredidas em famílias onde os adultos são violentos entre si. De maneira geral, parece que fatores presentes na infância são comuns a muitos tipos de violência domestica. 
  Na maioria das violências, os agressores são homens. Cônjuge e/ou ex cônjuge da vitima. Não existem provações que ocorram patologias psiquiátricas em todos os agressores,entretanto,considera-se válido, que os agressores quase sempre apresentam comportamentos de transtorno anti-social da personalidade,transtorno explosivo da personalidade (emocionalmente instável), dependente químicos e alcoolistas,embriagues patológica, transtornos histéricos, paranóia e ciúme patológico. 
  Os homens não são naturalmente violentos. Aprendem a ser. A associação entre masculinidade, guerra, força e poder é uma construção cultural. Da mesma forma a paz, a emoção e a vocação para cuidar não são qualidades naturais da mulher. também são aprendidas!

Dra Lekissandra Gianis - Psicanalista / Hipnoterapeuta (21) 96438 8027 (Whatsapp)

sábado, 26 de maio de 2012

PERVERSÕES SEXUAIS OU PARAFILIAS (alguns tipos)



  • Exibicionismo


É quando a pessoa mostra seus genitais a uma pessoa estranha, em geral em local público, e a reação desta pessoa a quem pegou de surpresa lhe desperta excitação e prazer sexual, mas geralmente não existe qualquer tentativa de uma atividade sexual com o estranho. As pessoas que abaixam as calças em sinal de protesto ou ataque a preceitos morais não são exibicionistas, pois não fazem isso com finalidade sexual.
  •  Agorafilia


Compreende-se o desejo doentio (impulso incontrolável) pela prática do coito em lugares abertos, ou ao ar livre.
Difere-se, do exibicionismo, pois o prazer na agorafilia não está relacionado necessariamente com a observação alheia, e sim com o local onde o sexo vem a ser praticado.
  • Agrofilia


É a excitação em fazer sexo no campo (mato).
  • Alvenofilia


Consiste no prazer da prática do sexo anal com chumaços de algodão ligados firmemente por silicone industrial. Isso quer dizer, que o indivíduo faz uso de um chumaço de algodão embebido em silicone industrial  ( para dar liga, e deixar duro ) para a prática do coito anal, como se o mesmo fosse um pênis. Pratica mais comum entre mulheres, e muito disseminada no continente africano e nos Estados Unidos da América, mais precisamente Califórnia.
As mulheres que dizem praticar a Alvenofilia insistem em afirmar que a pratica é normal, e que a maior fonte de prazer se desencadeia quando os pelinhos do algodão roçam a parede anal, causando um prazer incontrolável, que elimina qualquer desconforto decorrente do sexo anal convencional.
  • Anemofilia


 É a excitação sexual com vento ou sopro (corrente de ar) nos genitais ou em outra zona erógena.
  •  Asfixiofilia


 É a prática onde é reduzida intencionalmente a emissão de oxigênio para o cérebro durante uma estimulação sexual com o intuito de aumentar o prazer do orgasmo.
  • Fetichismo


É quando a preferência sexual da pessoa está voltada para objetos, tais como calcinhas, sutiãs, luvas ou sapatos, sendo que a pessoa utiliza tais objetos para se masturbar ou exige que a parceira sempre use o objeto em questão durante o ato sexual, caso contrário não conseguirá se excitar e realizar o ato sexual.
  • Bondage


É um tipo específico de fetiche, geralmente relacionado com sadomasoquismo, onde a principal fonte de prazer consiste em amarrar e imobilizar seu parceiro ou pessoa envolvida. Pode ou não envolver a prática de sexo com penetração.
  • Podolatria


É um tipo particular de fetiche cujo desejo se concentra nos pés.
O fetichista responde ao pé de uma maneira similar à que outros indivíduos respondem a nádegas ou seios. Mas é de notar que, no caso do podólatra, esse desejo direcionado para uma parte específica do corpo adquire o caráter pronunciado de uma fixação. Alguns podólatras, por causa disso, sentem prazer em ter seus genitais manipulados pelos pés do parceiro até o ponto de atingir o orgasmo e a ejaculação. Alguns preferem somente as solas, ou pés com arcos pronunciados, outros, de dedos longos, unhas longas, alguns preferem pés descalços, outros, pés calçados em certos tipos de calçados ou meias, alguns preferem pés muito bem cuidados, outros, sujos, de plantas incrustadas de terra, etc. Há ainda uma variação da podolatria conhecida como fungifilia, na qual a pessoa sente prazer sexual ao ver ou tocar pés com micoses, frieiras e outros tipos de fungos.
Um fetichista de pés pode ser homem ou mulher, embora estime-se que o contingente masculino passe de 70%.
  • Tricofilia


É como é conhecido o fetiche por cabelos e pêlos.
  • Fetichismo transvéstico


É caracterizado pela utilização de roupas femininas por homens heterossexuais para se excitarem, se masturbarem ou realizarem o ato sexual, sendo que em situações não sexuais se vestem de forma normal. Quando passam a se vestir como mulheres a maior parte do tempo, pode haver um transtorno de gênero, tipo transexualismo por baixo dessa atitude. É importante ressaltar que o fetichismo transvéstico também só é diagnosticado como uma parafilia quando é feito de forma repetitiva e exclusiva para obter prazer sexual.
  •  Frotteurismo


É a atitude de um homem que para obter prazer sexual, necessita tocar e esfregar seu pênis em outra pessoa, completamente vestida, sem o consentimento dela, excitando-se e masturbando-se nessa ocasião. Isso ocorre mais comumente em locais onde há grande concentração de pessoas, como metrôs, ônibus e outros meios de locomoção públicos.
Geralmente estes sintomas acontecem entre os adolescentes e adultos mais jovens, por estarem mais estimulados por hormônios sexuais.
  • Pedofilia


Envolve pensamentos e fantasias eróticas repetitivas ou atividade sexual com crianças menores de 13 anos de idade. Associado a casos de incesto, ou seja, a maioria dos casos de pedofilia envolve pessoas da mesma família. Em geral o ato  consiste em toques, carícias genitais e sexo oral, podendo não ocorrer a penetração. Hoje em dia, com a expansão da internet, fotos de crianças têm sido divulgadas na rede, sendo que olhar essas fotos, de forma freqüente e repetida, com finalidade de se excitar e masturbar-se consiste em pedofilia.
  • Gerontofilia


Refere-se à atração sexual dos não-idosos pelos idosos. Pode ser a atração sexual de um homem jovem por uma mulher madura (graofilia ou anililagnia), ou de uma mulher jovem por um homem maduro. Pode ser uma atração sexual e erótica hétero ou homossexual. Muitas vezes se observa que tal relação, mais que uma imposição libidinosa, tem outras motivações, como interesse econômico, busca de proteção, carência afetiva, complexo de Édipo ou complexo de Electra, dentre outros...

  • Masoquismo e Sadismo Sexual


O sadismo é a tendência em uma pessoa que busca sentir prazer em impor o sofrimento físico e moral a outra pessoa.
O masoquismo é a tendência oposta ao sadismo, é a tendência em uma pessoa que busca sentir prazer em receber o sofrimento físico e moral de outra pessoa.
Atos sadomasoquistas só serão considerados parafilias quando forem repetitivos e exclusivos, sendo que quando eles ocorrem ocasionalmente, dentro de um relacionamento sexual normal, são apenas formas alternativas de prazer, e não uma perversão. O sadomasoquismo nem sempre envolve o sexo com penetração, sendo muito comum a masturbação mútua.
  • Voyeurismo


É quando alguém precisa observar pessoas que não suspeitam estarem sendo observadas, quando elas estão se despindo, nuas ou no ato sexual, para obter excitação e prazer sexual.
  • Zoofilia


Quando a pessoa se sente atraído por sexo com animais.
  • Necrofilia


Ter prazer sexual com cadáveres.
  • Espectrofilia


é uma parafilia que consiste em buscar excitação através de fantasias mórbidas com fantasmas, espíritos ou deuses. Esta prática era mais comum na Idade Média.
  •  PREGNOFILIA OU MAIEUSOFILIA


É uma parafilia que consiste em sentir excitação sexual com mulheres grávidas e/ou pela visualização de partos.
  • Menofilia


 É uma parafilia que consiste em ter excitação sexual por mulheres menstruadas.
  • Nanofilia


É uma parafilia consistente na atração sexual por anões.
  • Partenofilia


É a fixação sexual por pessoas virgens.
Muitas das vezes o partenófilo não chega a consumar uma relação sexual, buscando apenas obter momentos de prazer com a outra pessoa ou lhe observando, podendo ou não chegar a praticar uma masturbação mútua ou quaisquer atos libidinosos diversos da conjunção carnal.
  •  Apotemnofilia


É uma parafilia caracterizada pelo desejo de se ver amputado em uma ou mais partes do corpo.
Relacionado à apotemnofilia, tem-se a acrotomofilia, o devotee e o wannabe.
  • Acrotomofilia


É a preferência sexual por pessoas que tenham alguma parte de seus corpos amputada, pois a excitação é proporcionada justamente pela falta daquela parte. Quando a excitação acontece quando um membro do próprio corpo é amputado, chama-se apotemnofilia ou amelotatista.
  • Devotee 


É o indivíduo que é atraído sexualmente por pessoas que são amputadas.
  • Wannabe


Wannabe em relação à apotemnofilia é alguém que quer se tornar um ser amputado, certamente sem razão médica. Alguns wannabes se fazem de amputados. Para os Wannabes a amputação é uma necessidade. Alguns chegam ao extremo para conseguir a amputação desejada, pois sentem que o membro sadio os incomoda.
  • Agalmatofilia


É o nome atribuido a pessoa que possui um apego ou admiração por estátuas.
  • Coreofilia


É uma parafilia que consiste na excitação sexual pela dança.
  • Crinofilia


É a excitação sexual provocada por secreções (saliva, suor, secreções vaginais, etc).
  • Urofilia


Está designada à excitação associada ao ato de urinar ou receber o jato urinário do parceiro, chegando-se, em alguns casos, a beber a urina. A urina pode ser depositada no ânus ou vagina.
  • Coprofilia


 Transtorno da preferência sexual, em que o prazer sexual é obtido através de contato com as fezes do parceiro (a), durante o ato sexual. Por exemplo: defecar sobre o (a) parceiro (a). É uma patologia de ordem psíquica, ou desvio sexual.
  • Coprofagia


Ingerir fezes do parceiro no momento do ato sexual.
  •  Emetofilia


É a excitação obtida com o ato de vomitar ou com o vomito de outro. Também conhecido como "banho romano" a prática pode se estender para um outro tipo de parafilia denominada "Emetofagia" nesse caso a excitação é obtida através do ato de comer ou ingerir vômito, o que geralmente é recíproco de ambos os parceiros dessa prática.

Dra Lekissandra Gianis - Psicanalista / Hipnoterapeuta (21) 96438 8027 (Whatsapp)